miércoles 4 de enero de 2012


Eun barco de piedra, sin velas, un fantasma espera el viento. Esperamos el viento en un barco de piedra, sin velas. Sin velas, muertos, vivos, esperamos el viento en un barco de piedra.

2 Comments:

  1. silvina guala said...
    Ah, todo o cais é uma saudade de pedra!
    E quando o navio larga do cais
    E se repara de repente que se abriu um espaço
    Entre o cais e o navio,
    Vem-me, não sei porquê, uma angústia recente,
    Uma névoa de sentimentos de tristeza
    Que brilha ao sol das minhas angústias relvadas
    Como a primeira janela onde a madrugada bate,
    E me envolve como uma recordação duma outra pessoa
    Que fosse misteriosamente minha.


    Álvaro de Campos

    en palabras de Fernando Pessoa
    Gastón Córdoba said...
    Pessoa irrepetible. Gracias por tu aporte, Silvina.

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